segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ABCdário

As aparências assombram algumas almas.
Benfeitores buscam bondades.
Cantores cantam canções cosmopolitas.
Deixando dores, desafetos, desavenças.

Demônios.

Ecoam, escolhendo etnias. Eternizando espécies e explodindo espaços.
Finalizando o futuro.

Fogo, favela, fome.
Guerras, guerrilhas ganham o globo. Globalizando grupos.

Humano hospitaliza humano.

Idiotas.

Julgam se justos, jaz a justiça.
Latinos limpam latrinas.
Loucos lutam.

Miséria mata a maioria.

Merda.

Ninguém nota.

Ócio.

Paixões perdidas.
Quantidades.

Roubadas reforçam riscos.
Salvando senhores sofridos.

Totalizando temores.

Usurpadores.

Visitam.

Xadrez.

Zombando...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Carta

Meu caro amigo.
Não gosto de ver você deprê.
Nesse mundo injusto.
Eu posso ver o que você vê.
Eu sei.
Ninguém consegue mais pensar.
Num mundo teleguiado por um tubo que projeta imagens.
Mas o que eu quero te dizer, meu camarada.
É para você não ficar deprê.
Eu sei que é difícil.Inútil.
Pra quem consegue enxergar.
Viver assim nessa sociedade tão fútil.
Até a nossa alegria, eles tentam roubar.
A minha raiva aparece quando os vejo falar.
Traidores.
Jogadores.
Tentam nos enganar.Sinceramente.
Nunca vão nos calar.

Cegue-se

Manhã de sol.
Reluz a claridade.
Mostra.Amostra do céu.
Belo. Pintado em óleo.
Abstrato.
O artista.
Nunca viu.
Apenas sentiu.
Um mistério.
Intriga a sociedade.
Que necessita tanto de viver.
E já está morta.
Cego.Aos berros.
Ninguém vê.Ninguém sente.
Todos fingem.