domingo, 30 de outubro de 2011

A sensacional mente sem memória

A sensacional mente sem memória

E naquela manhã tudo foi diferente. O sol estava lá, e o céu exuberante, pintado em cores leves. Mas alguma coisa estava diferente. Ao abrir os olhos, notou um cheiro novo. Ao olhar para o céu, sentiu uma nova sensação e, quando um cigarro fumou, tossiu. Sentia se diferente.

Escutou uma música e dançou. Bailou. Gozado, em Deus ele não pensou.

A manhã estava estranha.

Resolveu sair, andou e voltou. Não conhecia mais ninguém. Sua mente estava branca.

Esquisito, sentou e se perguntou:
O que aconteceu aqui?

Já não sabia mais de política, nem sequer criticou o presidente. Sua mente estava limpa, semelhante a um computador formatado. De tecnologia, não entendia.

Bateram na porta. Ele abriu e não reconheceu. Sua mãe estava ali. Ficou constrangido. Sentiu se mal. Não sabia seu nome e não lembrava o próprio.

O seu passado se foi, igual às pessoas que nascem e morrem. Seus amigos nunca existiram. Não tinha em quem confiar. Não sabia mais de nada.

Procurou conhecer. Sua mente se abriu.

Teve vontade de correr. Correu.

O seu coração nunca mais parou.

Ao ver aquela moça, disparou.

Se apaixonou. Nunca se apaixonara antes, ou já teria feito, porém não se lembrou.

Gostou de tudo o que sentia. Não entendia muito bem, mas queria desvendar. Não sentia medo, pois desconhecia a sensação.

Naquele dia perdeu tudo: suas memórias, seus amigos e suas antigas experiências.

Nem se dava conta. O seu passado se foi, mas para ele a história só estava começando.

Olhou para o céu e sorriu.

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