sábado, 13 de junho de 2009

Andanças

Infeliz mente sem perdão.
Para poder se salvar não existe compaixão.
Essa gente faz cara feia, trabalha sem parar, sem tempo para relaxar.
Há lugar nesse vagão.Chega mais pra lá, irmão.
Tem gente sofrida, que se mata por um pão.
Trabalha , trabalha lembrando a escravidão.
É uma democracia legal, sem papel.
Tem neguinho ralando para pagar seu aluguel.
Tem gente demais.Isso é na ida , de manhã.
Na volta é bem mais, apertando não sai do lugar.
Você olha pro lado sem mexer, já não consegue se mover.
Há branco, negro , rosa , azul é "todo tipo de tudo".
Jovens viciados em coca ai na sua frente. Escandalizam, gritam , perturbam.
Vagando por ai , num vagão. Democrático...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Gerúndio

Corre, corre e corre.
Tempo, minutos, segundos.
Oras, horas,bolas.
Sem nexo, conexo, há nexo.
Vai vendo.
Vai vindo.
Vence, vencido,vagando.
Crescendo, jogando, vivendo.
Passando horas, oras.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tiempo

Eu não me canso de dizer.
O tempo não vai parar.
O relógio pode quebrar.E o sino não tocar.
O avião não voar.A luz não acender.
A sua boca não abrir e o carro não andar.
O mundo vai mover.
O coração não vai bater e o cérebro pensar.
Você está morrendo.
Não há tempo pra saber.
Que tudo que viveste , nunca mais irá viver.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Há nexo

Nem tudo que se lê tem nexo.
O que se escreve não tem sentido.
Os sentimentos já não existem mais.
Não existe verdade.
Não existe mentira.
Se não entende o que está escrito.
Não tente.Não force.Aposte grana.
Valores creditam seu carater.
Se você tem 100 , você está bem.
Com 1 milhão pode perder a noção.
Se nada tem , nada és.
Com sorte ou revés.
Há nexo .
Sem nexo.
Com nexo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ABCdário

As aparências assombram algumas almas.
Benfeitores buscam bondades.
Cantores cantam canções cosmopolitas.
Deixando dores, desafetos, desavenças.

Demônios.

Ecoam, escolhendo etnias. Eternizando espécies e explodindo espaços.
Finalizando o futuro.

Fogo, favela, fome.
Guerras, guerrilhas ganham o globo. Globalizando grupos.

Humano hospitaliza humano.

Idiotas.

Julgam se justos, jaz a justiça.
Latinos limpam latrinas.
Loucos lutam.

Miséria mata a maioria.

Merda.

Ninguém nota.

Ócio.

Paixões perdidas.
Quantidades.

Roubadas reforçam riscos.
Salvando senhores sofridos.

Totalizando temores.

Usurpadores.

Visitam.

Xadrez.

Zombando...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Carta

Meu caro amigo.
Não gosto de ver você deprê.
Nesse mundo injusto.
Eu posso ver o que você vê.
Eu sei.
Ninguém consegue mais pensar.
Num mundo teleguiado por um tubo que projeta imagens.
Mas o que eu quero te dizer, meu camarada.
É para você não ficar deprê.
Eu sei que é difícil.Inútil.
Pra quem consegue enxergar.
Viver assim nessa sociedade tão fútil.
Até a nossa alegria, eles tentam roubar.
A minha raiva aparece quando os vejo falar.
Traidores.
Jogadores.
Tentam nos enganar.Sinceramente.
Nunca vão nos calar.

Cegue-se

Manhã de sol.
Reluz a claridade.
Mostra.Amostra do céu.
Belo. Pintado em óleo.
Abstrato.
O artista.
Nunca viu.
Apenas sentiu.
Um mistério.
Intriga a sociedade.
Que necessita tanto de viver.
E já está morta.
Cego.Aos berros.
Ninguém vê.Ninguém sente.
Todos fingem.