segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Carta aberta ao céu

O tempo foi passando e a dor amenizando.
Sim, eu sei o coração foi confortando.
Talvez, o tempo tenha sido ingrato e fez com que a sua imagem quase desaparecesse da minha cabeça, mas nunca apagará o meu coração.

Os anos se passaram e o seu jeito foi ficando.
Você era tão grande,  e de tão grande que era, ainda se faz presente, quase que diariamente,  em todos os locais visitados.

Em cada copo de cerveja, no meu carro, no seu carro, na quadra, nos bares, nas brigas entre eu e você, nas pazes entre nós, nos conselhos, segredos, no afastamento, no encontro, no desencontro e na despedida, onde só nós poderíamos estar naquele momento e naquela hora.

Acho que desde daquele dia, eu não deixei de pensar em você um dia sequer.

Hoje não sofro mais por não ter você por perto, sofro por não conseguir aprender aquilo que somente você sabia me ensinar, mesmo quando eu não tinha vontade nenhuma de aprender.

Sinto falta da coragem, do coração gigantesco, da rebeldia, do orgulho, da humildade, da atenção, da falta dela, do respeito, do desrespeito, da consideração, da amizade, da fidelidade, do perdão, do abraço, do sonambulismo, do amor, do desamor, do sorriso, da tristeza...

Na verdade, meu caro irmão, eu aprendi a lidar com a presença que a sua ausência nos deixou.
Me perdoe, como tantas vezes perdoou, pelas lágrimas que escorrem pela minha face neste momento.

Eu só tinha intenção de dizer que você faz falta e que mesmo ausente ainda preenche os meus momentos de solidão.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Retrato falado

É neguinho tú anda cheio de emoção.
Sorri ,feliz com essa exposição.
Imaginou aconteceu, a barreira se rompeu e o fracasso desesperador... esse não ocorreu.
Pelo menos você imagina assim, vai caminhando “tranquilinho” para chegar até o fim!
Sem arranhão, nenhuma escoriação, vive por ai se achando o campeão.
Sentimental e tal...
Quando você chorou pareceu um débil mental.
Imbecil...diz que sim
Decidiu ser desse jeito porque no “baguio de louco” eles achavam mais facím...
Democrático e estático.
Sempre preferiu o jeito mais pratico
Vacilão...
Vai viver na mesmice e na mesma situação.
Sem o fluxo, refluxo.Vai fundo, Oriundo...
Quem sabe um dia descobre a porra do segredo do mundo.

sábado, 10 de agosto de 2013

Rajada

Em cada passo dado
Um momento "tá" marcado.
Por aqui, por lá
Quanto tempo pra ficar
Sem apreço, descarrego minha munição
Objetivo é explodir a sua percepção
Velocidade no que faz
Voracidade no que fez
Meu caminho é só meu, não foi você que fez
"Tá tranquilo,  tá firmão!"
Não vou me alongar
O que você quer saber
Eu to pronto pra rimar.
Nosso caso, tá parado
Amor não vem no prato
Confiança, paixão, estado imaginário.
Por aqui, por lá
Quanto tempo tem
Quantas horas pra viver
"o Neguinho" passa bem.
Chegou a hora de entender
Que aquilo que já fez
A vida passa tão depressa
Não foi mais uma vez.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Pombo de Alma


Coitado é o pombo que não tem um funeral digno.
No chão, sem vida, esmagado e sem ninguém no seu velório.
Sem ambulância, sem polícia, atropelado.
Coitado do pombo que deixou seus filhos por aí.
As pessoas nem olham e ele fica ali estatelado.
Coitado do pombo que não vai receber nenhuma coroa de flores.
Ninguém liga pra ele!
Na verdade, o coitado é um pombo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Invisível

Nunca entendi muito bem a paixão.
Hoje presto mais atenção nessa sensação.
É um sentimento, na maioria das vezes, completamente mudo e surdo.
Você não precisa escutar para se apaixonar, ou nem falar para sentir o seu peito explodindo por alguém desconhecido.
A paixão é capaz de invadir sua alma e fazer com que atitudes impensadas saiam do seu corpo e atinjam o alvo que, na maioria dos casos, nem imagina o sentimento externado pelo o outro alguém.
Só não digo que a paixão é cega, porque não é mesmo.
Você precisa apenas ver para sentir-se.
 E o resto fica por conta da imaginação.

sábado, 13 de outubro de 2012

Tem, pô!

E tudo continua girando.
Os passos desgovernados, o caminho descompassado e a velocidade inconstante assumem a direção daquele cidadão.
Ele não reclama do tempo, ele não reclama de nada. Apenas sente um vazio interior que lhe dá uma grande vontade de gritar ao mundo.
Entorna as garrafas, em torno dos copos e a vida se desprende.
Ele não quer continuar, quer a liberdade, mas do jeito que está vai continuar preso nesse sentimento.
Ele quer mais, ele quer o mundo.
Mesmo que o mundo não caiba dentro dele.

domingo, 9 de setembro de 2012

De volta às cores do passado.

Ela vem chegando e ninguém sabe o motivo. O que estava desmotivado, volta à cena. O que não se acreditava, volta a ser motivo de atenção. E quantas vezes chorou pelo canto. E quantas vezes sofreu sozinho. Mas agora está quase tudo em paz e com isso aparece a vontade de vencer. Como um lutador que respira profundamente antes de começar a sequência de golpes. Ela voltou e não está sozinha! Ele sorri! E a vida começa a ganhar sua cores tradicionais. Simples assim!