domingo, 27 de novembro de 2011

Hometown

Essa cidade não tem parada.
Todo mundo corre , é rápido, intenso.
É cheio de gente, há gente sem dente.
Veloz, sem tempo, na pressa.
Essa cidade é maluca.
Tem doido varrido, tem doido de pedra!
Os esquisitos, os feios e os acidentados andam juntos, na maior correria, atropelados, esmagando-se. Gritando!
Essa cidade é louca. Vive correndo!
Trabalha sem folga.Empobrecendo. Sem alma!

domingo, 30 de outubro de 2011

A sensacional mente sem memória

A sensacional mente sem memória

E naquela manhã tudo foi diferente. O sol estava lá, e o céu exuberante, pintado em cores leves. Mas alguma coisa estava diferente. Ao abrir os olhos, notou um cheiro novo. Ao olhar para o céu, sentiu uma nova sensação e, quando um cigarro fumou, tossiu. Sentia se diferente.

Escutou uma música e dançou. Bailou. Gozado, em Deus ele não pensou.

A manhã estava estranha.

Resolveu sair, andou e voltou. Não conhecia mais ninguém. Sua mente estava branca.

Esquisito, sentou e se perguntou:
O que aconteceu aqui?

Já não sabia mais de política, nem sequer criticou o presidente. Sua mente estava limpa, semelhante a um computador formatado. De tecnologia, não entendia.

Bateram na porta. Ele abriu e não reconheceu. Sua mãe estava ali. Ficou constrangido. Sentiu se mal. Não sabia seu nome e não lembrava o próprio.

O seu passado se foi, igual às pessoas que nascem e morrem. Seus amigos nunca existiram. Não tinha em quem confiar. Não sabia mais de nada.

Procurou conhecer. Sua mente se abriu.

Teve vontade de correr. Correu.

O seu coração nunca mais parou.

Ao ver aquela moça, disparou.

Se apaixonou. Nunca se apaixonara antes, ou já teria feito, porém não se lembrou.

Gostou de tudo o que sentia. Não entendia muito bem, mas queria desvendar. Não sentia medo, pois desconhecia a sensação.

Naquele dia perdeu tudo: suas memórias, seus amigos e suas antigas experiências.

Nem se dava conta. O seu passado se foi, mas para ele a história só estava começando.

Olhou para o céu e sorriu.

sábado, 1 de outubro de 2011

Máquina do tempo

- Pode ser que sim! exclama o povoado diante da fogueira.

As risadas exageradas limitam o pensamento nervoso do encapuzado.
Homens bebem as garrafas e tropeçam no próprio alívio pré julgado.
É o fogo da Inquisição.

Um sorriso escancara a personalidade da Rainha, que, de tanto acreditar naquilo que não enxergava, se pôs a negar como se jamais tivesse ouvido falar.

Pobre donzela!
Sofre como se não tivesse culpa de ver, aos berros, o rapaz que tanto amou.

Um grito de dor silencia o vilarejo.
Palmas excitadas celebram o que aconteceu.

Alguns passos ao longe.
Um choro sem lágrima.

E o vilarejo dorme sem dor, remorso ou rancor.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Duplicado.

Em cada canto desse mundo.
Em cada lugar.
Seja aqui.
Seja lá.
Vejo aqui.
Vejo lá.
Algumas palavras desconexas trazem a verdade.
Outras palavras desconexas significam algo.
Não há sentido.
Existe sentido.
Para acreditar.
No que acreditar?
Em que lugar você quer chegar?
Já chegou?
Você pode mais.
Sempre mais.
Não existe fim, para quem não sabe onde está o final.
Você consegue.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tempo Real

Pela janela vejo o mundo.
Um som relaxante sai das caixas acústicas.
E tudo parece calmo,tranquilo,sereno.
Não preciso mais me deparar com olhares frios,vazios e tristes.
Continuo dependendo do eu. Do meu.
E a sensação de calmaria toma conta do corpo.Sem aditivos.
Somente por estar.
Somente por ser.
E a canção relaxante continua a tocar.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma tarde qualquer de outono

O sol brilha lá fora com um ar gelado e típico de um final de outono.
O céu azul alegra e coloca o sorriso na cara das pessoas.
Vejo a renovação na minha frente.
Chegou a hora de mudar,acreditar no eu, no meu.
O Sol brilhante revela alguns segredos, que por algum tempo foram verdades , mas não passaram de mentiras e o céu azul quase limpo vem indicar a mudança, que interrompe uma era.
Sim! É tempo de caminhar com as próprias pernas, sem fingir dependência de nada .
É o fim de uma época.
O começo de um novo momento.
Porque o que é, é!
E não o que poderia ter sido!