sábado, 31 de março de 2012

Depois de um longo hiato...

Não diga que as ideias acabaram.
Não pense que a munição se foi.
Depois de um tenebroso inverno mental, onde há fartura de convicções e diversos alvos para atacar, o melhor mesmo é esperar, se camuflar, se proteger e ter a certeza para o disparo.
Sim, a vida é uma guerra diária e quanto mais velho se fica mais inimigos se cria.
É a volta da guerra fria, de ataques imaginários, de estratégias bem feitas,de dinheiro no bolso, sem mortes, sem sangue, somente com uma explosão... a mental.
Não há tempo para lamentar, os alvos continuam os mesmos e crescem a partir do momento que os copos brindam mais um objetivo conquistado.
Sorriso na face e a mira apontada!
Camuflado, na espreita, aguardo ordens...
Click...Clack...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Livro da Cara

O mundo mudou e tudo virou de cabeça para o ar.
As pessoas preferem ser uma foto do que ser realmente alguém.
E todo mundo, tá nessa!
Sua mãe, sua prima, sua tia e até sua avó.
Uma foto que mostra o que você gostaria de ser e não será, não porque não tenha capacidade, mas porque você só consegue ser aquilo da foto!
Os sorrisos artificiais depois de milhares de fotos tiradas na mesma posição e os abraços estrategicamente posicionados denunciam as vontades.
E o mundo mudado e sem vida,colorido apenas nas fotos tiradas do espaço, depois de milhares e milhares de tentativas para achar o melhor angulo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, porra!

Essa é para você que sonha em crescer, mudar e fazer de uma maneira melhor.
Essa é para você que briga, xinga e perdoa.
Essa é para você que vive e apenas vive.
Essa é para todo mundo...menos para você!

A gente se vê no futuro!

domingo, 27 de novembro de 2011

Hometown

Essa cidade não tem parada.
Todo mundo corre , é rápido, intenso.
É cheio de gente, há gente sem dente.
Veloz, sem tempo, na pressa.
Essa cidade é maluca.
Tem doido varrido, tem doido de pedra!
Os esquisitos, os feios e os acidentados andam juntos, na maior correria, atropelados, esmagando-se. Gritando!
Essa cidade é louca. Vive correndo!
Trabalha sem folga.Empobrecendo. Sem alma!

domingo, 30 de outubro de 2011

A sensacional mente sem memória

A sensacional mente sem memória

E naquela manhã tudo foi diferente. O sol estava lá, e o céu exuberante, pintado em cores leves. Mas alguma coisa estava diferente. Ao abrir os olhos, notou um cheiro novo. Ao olhar para o céu, sentiu uma nova sensação e, quando um cigarro fumou, tossiu. Sentia se diferente.

Escutou uma música e dançou. Bailou. Gozado, em Deus ele não pensou.

A manhã estava estranha.

Resolveu sair, andou e voltou. Não conhecia mais ninguém. Sua mente estava branca.

Esquisito, sentou e se perguntou:
O que aconteceu aqui?

Já não sabia mais de política, nem sequer criticou o presidente. Sua mente estava limpa, semelhante a um computador formatado. De tecnologia, não entendia.

Bateram na porta. Ele abriu e não reconheceu. Sua mãe estava ali. Ficou constrangido. Sentiu se mal. Não sabia seu nome e não lembrava o próprio.

O seu passado se foi, igual às pessoas que nascem e morrem. Seus amigos nunca existiram. Não tinha em quem confiar. Não sabia mais de nada.

Procurou conhecer. Sua mente se abriu.

Teve vontade de correr. Correu.

O seu coração nunca mais parou.

Ao ver aquela moça, disparou.

Se apaixonou. Nunca se apaixonara antes, ou já teria feito, porém não se lembrou.

Gostou de tudo o que sentia. Não entendia muito bem, mas queria desvendar. Não sentia medo, pois desconhecia a sensação.

Naquele dia perdeu tudo: suas memórias, seus amigos e suas antigas experiências.

Nem se dava conta. O seu passado se foi, mas para ele a história só estava começando.

Olhou para o céu e sorriu.

sábado, 1 de outubro de 2011

Máquina do tempo

- Pode ser que sim! exclama o povoado diante da fogueira.

As risadas exageradas limitam o pensamento nervoso do encapuzado.
Homens bebem as garrafas e tropeçam no próprio alívio pré julgado.
É o fogo da Inquisição.

Um sorriso escancara a personalidade da Rainha, que, de tanto acreditar naquilo que não enxergava, se pôs a negar como se jamais tivesse ouvido falar.

Pobre donzela!
Sofre como se não tivesse culpa de ver, aos berros, o rapaz que tanto amou.

Um grito de dor silencia o vilarejo.
Palmas excitadas celebram o que aconteceu.

Alguns passos ao longe.
Um choro sem lágrima.

E o vilarejo dorme sem dor, remorso ou rancor.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Duplicado.

Em cada canto desse mundo.
Em cada lugar.
Seja aqui.
Seja lá.
Vejo aqui.
Vejo lá.
Algumas palavras desconexas trazem a verdade.
Outras palavras desconexas significam algo.
Não há sentido.
Existe sentido.
Para acreditar.
No que acreditar?
Em que lugar você quer chegar?
Já chegou?
Você pode mais.
Sempre mais.
Não existe fim, para quem não sabe onde está o final.
Você consegue.